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Projeto Amor de Tia proporciona autonomia às mães de Teresina

Espaço foi criado para acolher mães e filhos e proporcionar alternativas de empoderamento a essas mulheres

16/05/2018 - 09h21 Imprimir Envie por e-mail

Projeto Amor de Tia proporciona autonomia às mães de Teresina

Créditos: Renato Bezerra

Mãe, filha, neta e um espaço que permitiu fortalecer os vínculos dessa relação e ampliar horizontes para toda a família. Assim pode ser resumida a história da empregada doméstica Antônia Lira, das filhas Ana Paula e Sofia e da neta Raíssa, acolhidas no Serviço de Atendimento Integral à Mulher e suas Crianças: Amor de Tia. O trabalho executado pela Prefeitura de Teresina tem como proposta atender mães em situação de vulnerabilidade social, econômica ou expostas à violência doméstica.


Desde 2016, o espaço atende 64 crianças e suas mães, oferecendo a elas capacitação para o mercado de trabalho e atividades para o desenvolvimento psicossocial aos seus filhos. Funciona no Centro de Convivência Saber Viver, localizado no bairro Matadouro, zona norte de Teresina.


Antônia Lira é mãe de Sofia, de dois anos. Conciliar trabalho e os cuidados de uma criança pequena foi muito difícil no começo, mas quando ela descobriu o Amor de Tia, conseguiu voltar ao mercado de trabalho sabendo que sua filha estava em boas mãos. Antônia também é mãe de Ana Paula, de 17 anos. A relação das duas teve muitos conflitos quando Paula foi mãe na adolescência e precisou interromper os estudos para cuidar da pequena Raíssa, hoje com 1 ano. “Nosso relacionamento melhorou quando a Raíssa também começou a frequentar o Amor de Tia e a Paula voltou a estudar”, comemora.
 

A doméstica conta que, graças ao Amor de Tia, aprendeu duas novas profissões, com as quais consegue uma renda extra. “Trabalho como empregada doméstica de manhã, à tarde faço artesanato e ganho dinheiro sendo cabeleireira. Tive a oportunidade de estudar de graça, fazer cursos novos que eu nunca pensei que conseguiria", comemora.


Para Ana Paula, filha de Antônia, o projeto representa uma ajuda essencial para que ela consiga estudar e cuidar das tarefas domésticas. “Antes, eu não conseguia fazer nada no período da tarde, porque ela pedia atenção, puxava meu cadernos”, lembra. Ana ainda não trabalha, mas já participou do curso profissionalizante de fabricação de bombons de chocolate e pretende iniciar seu próprio negócio.


Empoderamento das mulheres também é objetivo do espaço


“O projeto não é apenas para os filhos, ele é especialmente para as mães receberem capacitação e entrarem no mercado de trabalho, pois com autonomia financeira, elas conseguem, por exemplo, mSerelhorar a autoestima que é muito baixa por causa da violência doméstica sofrida por elas”, explica Adriana Carvalho coordenadora do projeto, administrado pela Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).


Ela ressalta que empoderar mulheres têm sido certamente o grande ganho proveito do programa, isto porque as mães atendidas também participam de atividades que tem por fim difundir conhecimento sobre os seus direitos.


No espaço são promovidos cursos e oficinas de capacitação duas vezes a cada mês. A maioria das mulheres que entram no programa depende, em algum nível, financeiramente de seus parceiros. Com a oportunidade de aprendizado, elas começam a produzir e comercializar os próprios produtos.


Outra mãe beneficiada pelo programa é Marinalda de Oliveira, que possui transtorno de personalidade, doença psiquiátrica em que o indivíduo tem mudanças de humor freqüentes, relações sociais e pessoais instáveis ​​e estado de espírito emocional inconstante. Continuar o tratamento era complicado depois do nascimento do filho Lucas. Foi então que ela conheceu o Amor de Tia. Encaminhada pelo CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ela pôde cuidar de si mesma, sabendo que seu filho, de dois anos e dois meses, estava em boas mãos.


Ela conta que está feliz com o desenvolvimento do pequeno Lucas. “Ele já se acostumou tão bem aqui, que às vezes quando venho pegar pra levar pra casa ele até chora”.


Marinalda teve oportunidade de fazer vários cursos e atualmente está confeccionando camisetas estampadas em casa e vendendo. Todas as atividades permitiram melhorias em sua vida. “Quando sinto que vou entrar em alguma crise, converso com as tias. É bom saber que posso desabafar e receber conselhos”.


Para participar do Amor de Tia, as mulheres precisam estar de acordo com o perfil de vulnerabilidade social, que é analisado pelo CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). A iniciativa conta com a parceria da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social (SEMTCAS), a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) e a instituição executora do projeto Fundação Padre Antônio Dante Civiero (FUNACI).




Tags: amor de tia, serviço, mães, filhos, profissionalização, empoderamento


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